4 Livros portugueses que não vai acreditar que foram proibidos

Antologia da Poesia Erótica e Satírica
Natália Correia


O cariz sexual dos textos desta autora portuguesa causou controvérsia, e só muito tempo depois viria a ser reconhecido o seu valor.

Em 1965, altura em que foi lançado, o livro foi apreendido e julgado em Tribunal Plenário como “ofensivo do pudor geral, da decência e da moralidade pública e dos bons costumes”.

 

Os Bichos
Miguel Torga


O autor português foi um dos maiores alvos do “lápis azul” utilizado na altura do Estado Novo para censurar textos.

O facto de Salazar considerar Miguel Torga um escritor comunista terá sido o motivo da proibição de “Os Bichos”.

Na tentativa de contornar a decisão, Torga chegou a enviar um livro diretamente ao chefe do Estado português para que este pudesse analisar melhor a sua escrita. Sem sucesso.

 

O Crime do Padre Amaro
Eça de Queirós

Esta novela gerou uma grande onda de protestos dentro da Igreja Católica, graças ao teor erótico que parece contrapor o celibato clerical.

A história sobre um padre que se apaixona e envolve com uma mulher foi, na altura da sua publicação, em 1875, banido das salas de aula portuguesas.

 

Praça da Canção
Manuel Alegre

É uma compilação de poemas escritos por um homem que esteve na guerra, na prisão e no exílio, e que é considerado um símbolo de resistência.

O impacto que teve este livro de Manuel Alegre deve-se, também, ao facto de ter sido escrito em plena ditadura e, por isso, proibido e apreendido pela PIDE.

Artigo Original:
http://www.revistaestante.fnac.pt/13-livros-que-nao-vais-acreditar-que-foram-proibidos/

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