Os 15 livros mais polémicos de sempre

As 15 obras literárias que mais causaram furor na sociedade quando foram lançadas, devido ao extremismo do conteúdo ou dos ideais revolucionários que apresentaram.

Nesta lista, alguns livros ainda hoje chegam a dar arrepios!

1. Os 120 Dias de Sodoma

De Donatien Alphose François – Marquês de Sade.
Contém cenas de violação, violência gratuita e abusos sexuais contra crianças… estes são apenas alguns detalhes que recheiam esta novela escrita por Sade, durante a sua prisão na Bastilha, em 1785.
A história mostra quatro aristocratas libertinos que sequestram quarenta e seis jovens (entre meninos e meninas) e que praticam a mais hediondas torturas sexuais durante quatro meses ininterruptos!
Em 1975, a história narrada por Marquês de Sade teve uma versão cinematográfica, sob a direcção do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini.
“Salò ou os 120 Dias de Sodoma” ficou conhecido como um dos filmes mais perturbadores da história do cinema!

2. Mein Kampf

O livro de Hitler, escrito em 1925, está cheio de ideias anti-semitas e racistas.
A comercialização ou disseminação do conteúdo deste livro ainda gera muita polémica e é proibida na maioria dos países.
No entanto, em 2015, o Mein Kampf (A Minha Luta) entrou para a lista de livros classificados como de Domínio Público. Isso significa que qualquer pessoa pode reproduzi-lo livremente.

3. O Anticristo

Famoso pela polémica frase “O Evangelho morreu na cruz”, esta obra de Nietzsche, escrita em 1895, é considerada uma das mais críticas contra o cristianismo.
Toda a crítica corrosiva com que Nietzsche “desenhou” a religião neste livro, fez com que “O Anticristo” (Der Antichrist, no original em alemão) entrasse para a lista de “livros demoníacos” da Igreja Católica.

4. O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Ainda na onda de críticas ao cristianismo, quem também surpreendeu o mundo (principalmente os cristãos) foi o escritor português, vencedor do Nobel de Literatura, José Saramago.
“O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, narra a história do “Filho de Deus” como se este fosse um mero mortal.
O destaque mais chocante da obra é a suposta relação que Jesus teria mantido com Maria Madalena, que na Bíblia cristã é descrita como uma prostituta.
Como era de esperar, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” recebeu severas críticas da Igreja Católica… Mas, continua como um dos melhores best-sellers de Saramago!

5. Versículos Satânicos

“The Satanic Verses” (título original em inglês) conta a história de dois muçulmanos que, após sobreviverem a um atentado terrorista, começam a sofrer uma transformação: um transforma-se num demónio, enquanto o outro num anjo.
O livro está recheado de críticas e sátiras referentes ao islamismo e ao Alcorão, o livro sagrado do islão.
Vários líderes religiosos muçulmanos ofereceram milhões de dólares como recompensa para a captura e assassinato de Rushdie, que teve que receber protecção policial durante muitos anos.

6. Lolita

As grandes polémicas de “Lolita” giram em torno de dois temas bastante desconfortantes: a pedofilia e o incesto!
A obra narra a história de um professor de 38 anos que se apaixona por uma jovem de apenas 12 anos.
O mais chocante ainda está por vir… Ambos começam a se envolver sexualmente depois do professor se tornar seu padrasto!
Actualmente, “Lolita” está entre os 100 melhores romances de língua inglesa da história, porém, por abordar assuntos tabus pela sociedade, o trabalho de Nabokov também foi alvo de duras críticas.
Este livro ganhou várias adaptações cinematográficas, sendo a mais popular dirigida por Stanley Kubrick, em 1962.

7. Meu Filho, Meu Tesouro

Supostamente, este livro teria levado a morte de aproximadamente 50 mil bebés!
O Dr. Spock ensinava as mães a cuidar dos seus filhos nos primeiros meses de vida. No entanto, algumas das suas dicas chegaram a ser letais para as crianças.
O doutor aconselhava as mães a deixarem os seus filhos dormirem com a barriga para baixo, pois acreditava que se estivessem ao contrário poder-se-iam engasgar com o próprio vómito. Porém, estudos posteriores comprovaram que deixar o bebé com a barriga para baixo aumenta os riscos de sufocamento. Actualmente, esta técnica é totalmente desaconselhada pelos médicos!
Depois da Bíblia, “Meu Filho, Meu Tesouro” foi o livro mais vendido nos Estados Unidos durante o século XX.

8. Eixo da Civilização

Assim como a “Minha Luta” de Hitler, a senhora Sanger foi bastante clara quanto ao seu ódio pelas chamadas “raças inferiores”.
Neste livro macabro, escrito em 1922, Margaret Sanger defende que os seres humanos de “raças inferiores” deveriam servir de escravos para que os “superiores” prosperassem.
A autora ainda acreditava que pessoas com deficiências físicas ou mentais deveriam ser sacrificadas para não “poluir” a “pureza” da raça.

9. O Príncipe

Este livro, escrito em 1532, foi considerado um “livro guia” de muitos tiranos ao longo da história, como Hitler, Napoleão e Estaline, por exemplo.
De acordo com o pensamento Maquiavélico, “os fins justificam os meios”, ou seja, o governante deve fazer o que achar necessário dentro de seu governo para manter a sua autoridade e poder.
Por causa da aplicação que os ditadores deram às ideias de Maquiavel, o termo “maquiavélico” tornou-se sinónimo de perverso e maldoso.
Vale a pena lembrar que existem diversas interpretações diferentes desta obra, que continua a ser um dos livros mais estudados no mundo!

10. Caçadas de Pedrinho

O clássico de Monteiro Lobato é até hoje considerado racista pela criação de personagem negros inferiorizados e estereotipados, como a Tia Anastácia.
Passagens como “(…)Tia Nastácia não sabe se vem. Está com vergonha, coitada, por ser preta.”, “(…) e Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima(…)” e “É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém – nem Tia Nastácia, que tem carne preta” apontam o cunho discriminatório.
A polémica, no entanto, só surgiu nos dias de hoje, pois quando o livro foi lançado, em 1933, a sociedade brasileira ainda considerava tais declarações “aceitáveis”.

11. À espera no centeio

Um mundo profano, cheio de palavrões, perverso, sexual e subversivo foi apresentado aos leitores através do personagem de Holden Caulfield, o adolescente perturbado que protagoniza este livro, datado de 1951.
A mentalidade do adolescente é até hoje motivo de estudo e o livro está entre os melhores romances ingleses de todos os tempos. Mas então porque é polémica esta obra de J.D. Salinger?
Simplesmente porque o assassino do Beatle John Lennon afirmou que foi tal livro que o inspirou a matar o ídolo mundial. E, possivelmente, porque teria inspirado outros dois assassinos: Roberto John Bardo, que matou a actriz americana Rebecca Schaeffer, e John Hinckley Jr., que atirou contra o ex-presidente americano Ronald Reagan.

12. As Aventuras de Huckleberry Finn

Várias polémicas cercaram esse clássico da literatura americana, de Mark Twain, que já tem mais de um século de idade (1885).
Na história, Huck Finn é um rapaz traquina que foge do seu pai alcoólico, que quer roubar o seu tesouro.
O seu companheiro de viagem é Jim, um escravo que está a sair do sul para tentar chegar ao norte do EUA, onde a escravatura não existe.
Além das questões de violência e de personagens desonestos que aparecem na narrativa (supostamente feita para um público infantil), a linguagem usada por Huck para falar com Jim e a forma como o escravo é retratado foi tema de vários embates americanos para classificar (ou não) a obra como racista e inapropriada para crianças.

13. Manifesto Comunista

Algumas das ideias que definiram o rumo do mundo de hoje foram expostas pela primeira vez neste livro criado pelos teóricos fundadores do socialismo científico em 1848.
O regime político idealizado pelos dois foi interpretado, distorcido e adaptado de formas diferentes no mundo por líderes pró e contra as ideologias originais ali retratadas.
A Revolução Russa, o estalinismo e a China de Mao Tsé-Tung encarnam as consequências dos princípios desenvolvidos por Marx e Engels no século XX.

14. Harry Potter

A série de livros dos bruxos mais famosos do mundo, escrita por J.K. Rowling, já causou, e ainda causa, muita discórdia ao redor do mundo.
Cristãos protestantes, católicos, judeus, muçulmanos e outros grupos religiosos enchem os tribunais americanos e outros no mundo inteiro alegando que os livros contêm subtextos ocultistas e satanistas e que, sendo a feitiçaria uma religião reconhecida nos EUA, a distribuição da série nas escolas violaria o princípio do estado laico (sem influência religiosa).
Escolas inglesas, canadianas, americanas e de várias nações conseguiram nos tribunais o direito de banir os livros das suas prateleiras.

15. Bíblia Sagrada

Com certeza é o livro mais polémico da história, pois ainda é considerado a “base” para a vida de milhões de pessoas!
Acredita-se que muitas alterações e censuras foram feitas ao longo dos anos, tornando difícil uma análise fiável sobre o mesmo.
Outra questão que também gera muitos conflitos é o fato da Bíblia ser objecto central de estudo por diversas doutrinas religiosas diferentes, que a interpretam de acordo com os seus princípios.
Estas diferentes interpretações bíblicas são responsáveis, em parte, por grandes conflitos entre os seres humanos desde tempos imemoriáveis.

Artigo original:

https://www.pensador.com/livros_mais_polemicos_de_sempre/

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