Arthur Conan Doyle (1859 – 1930)

Arthur Conan Doyle foi jornalista, médico e acima de tudo um dos maiores escritores do início do século XX.

Arthur Conan Doyle

Arthur Conan Doyle nasceu a 22 de maio de 1859 em Edimburgo, Escócia.

No ano de 1890, seu romance “Um Estudo em Vermelho” apresentou o mais famoso detective de todos os tempos: Sherlock Holmes. Doyle haveria de escrever cerca de 60 histórias sobre Holmes.

Conan Doyle também lutou para divulgar sua fé espírita por meio de uma série de livros redigidos entre 1918 e 1926.

Doyle faleceu em 7 de julho de 1930 vítima de um ataque cardíaco em Crowborough, Inglaterra.

Família

Arthur Conan Doyle nasceu no seio de uma rígida e abastada família católica-irlandesa, em Edimburgo, na Escócia, no dia 22 de maio de 1859.

Apesar da sua família ser respeitada no mundo da arte, o seu pai, Charles, que foi alcoólico por toda a vida, teve poucas conquistas nessa área.

A mãe de Arthur, Mary, era uma entusiasmada e bem-educada apaixonada da leitura.

Ela tinha uma especial satisfação em contar histórias estranhas ao seu filho.

O seu grande regozijo em narrar contos selvagens estimulou a fantasia do menino Conan Doyle.

Como Doyle se recordaria na sua biografia, “Na minha tenra infância, lembro-me que as vividas histórias que ela me contava se destacavam tanto que chegavam a obscurecer os fatos reais da minha vida.”

Vida na Inglaterra

Com apenas nove anos, Doyle despediu-se com tristeza dos seus progenitores e foi enviado para a Inglaterra, onde iria frequentar a Hodder Place, em Stonyhurst – uma escola preparatória jesuíta – de 1868 a 1870.

Posteriormente, Doyle foi estudar no Stonyhurst College , durante cinco anos.

Stonyhurst College

Para Doyle, a experiência no internato foi desumana: foi alvo de bullying de muitos de seus companheiros e a instituição infligia punições corporais cruéis contra os estudantes.

Com o tempo, Doyle encontrou conforto na sua aptidão para escrever, e conquistou um sedento público constituído por estudantes mais jovens.

Quando Doyle se formou no Stonyhurst College, em 1876, os seus pais esperavam que ele seguisse os passos da família e estudasse arte, mas ficaram surpreendidos quando ele decidiu estudar medicina na Universidade de Edimburgo.

Aí, Arthur Conan Doyle conheceu seu mentor, o professor Dr. Joseph Bell, cujos poderes de observação aguçados iriam inspirar o autor a conceber o seu famoso personagem Sherlock Holmes.

Dr. Joseph Bell

Na universidade, Doyle também teve a felicidade de conhecer os colegas e futuros escritores James Barrie e Robert Louis Stevenson.

Enquanto estudante de medicina, Doyle fez sua primeira tentativa na literatura, com um conto chamado “The Mystery of Sasassa Valley” (O Mistério do Vale Sasassa).

Logo após ele redigiria uma nova história, “The American Tale” (O Conto Americano), que foi publicado na London Society.

Medicina e fé

No terceiro ano de Doyle no curso de medicina, ele assumiu a função de cirurgião num baleeiro, navegando pelo Círculo Árctico.

Esta viagem estimulou o senso de aventura em Doyle, um sentimento que ele materializou numa história, “Captain of the Pole Star” (Capitão da Estrela Polar).

No ano de 1880, Arthur voltou para a faculdade de medicina.

De volta à Universidade de Edimburgo, Doyle interessou-se cada vez pelo espiritismo, uma crença que ele mais tarde tentaria difundir por meio de uma série de livros.

Universidade de Edimburgo

Em 1881, quando ele se formou em medicina, repudiou a sua fé na Igreja Católica Romana.

Foi a bordo do navio a vapor Mayumba viajando de Liverpool para a África que Doyle teve o seu primeiro trabalho remunerado como médico.

Depois da sua experiência no Mayumba, Doyle viveu em Plymouth, na Inglaterra, por algum tempo.

Quando as suas economias estavam quase a terminar, Arthur, mudou-se para Portsmouth e abriu seu primeiro consultório.

Passou alguns anos a lutar para equilibrar a sua carreira médica com seus esforços para ser reconhecido como escritor.

Arthur Conan Doyle iria mais tarde retirar-se da medicina para dedicar a sua atenção ao ofício de escritor e ao espiritismo.

Vida pessoal

Em 1885, enquanto ainda lutava para se aguentar como escritor, Doyle conheceu e contraiu matrimónio com sua primeira esposa, Louisa Hawkins.

O casal passou a residir em Upper Wimpole Street e teve duas crianças, uma menina e um menino.

Em 1893, Louisa foi diagnosticada com tuberculose.

Enquanto ela recuperava, Doyle se afeiçoou a uma jovem chamada Jean Leckie.

Jean Leckie

Louisa morreu de tuberculose nos braços de Arthur C. Doyle, em 1906.

No ano seguinte ele acabaria por se casar com Jean Leckie, com quem teve dois filhos e uma filha.

Carreira de escritor

Em 1886, recém-casado e ainda combatendo para se manter como escritor, Doyle iniciou a escrita do romance de mistério “A Tangled Skein” (Um Novelo Embaraçado).

Dois anos depois, o romance foi rebaptizado como “Um Estudo em Vermelho” e publicado no Beeton’s Christmas Annual.

“Um Estudo em Vermelho”, que apresentou os personagens Sherlock Holmes e seu assistente, Watson, finalmente rendeu a Doyle o reconhecimento que ambicionava.

Foi a primeira de 60 histórias que Doyle comporia sobre Sherolock Holmes na sua carreira.

Doyle participou activamente do movimento espírita de 1887 até 1916, período em que escreveu três livros que especialistas consideram autobiográficos.

Ao alcançar êxito como escritor, Doyle decidiu abandonar a medicina.

Nessa altura ele também produziu um mão-cheia de romances históricos, inclusive um sobre a Era Napoleónica e o seu mais brilhante livro no estilo, “Rodney Stone”, em 1896.

O criador prolífico também redigiu quatro dos seus livros mais populares de Sherlock Holmes durante os anos 1890 e início dos 1900: “O Signo dos Quatro” (1890), “As Aventuras de Sherlock Holmes” (1892), “As Memórias de Sherlock Holmes” (1894) e “O Cão dos Baskervilles”, publicado em 1901.

O cão dos Baskervilles

Em 1893, para o desdém de seus leitores, Doyle tentou destruir o personagem Sherlock Holmes, para se centralizar na escrita sobre o espiritismo.

No entanto ele reintroduziu Holmes como um fantasma em “O Cão dos Baskervilles” e mais tarde trouxe-o de volta em “A Casa Vazia”, para que o valioso personagem pudesse fazer com que Doyle levantasse dinheiro para financiar seu trabalho missionário.

(As aventuras de Sherlock Holmes, com o fantástico Jeremy Brett)

Doyle também batalhou para propagandear sua fé por meio de uma série de livros.

Em 1928, as últimas doze histórias de Arthur C. Doyle sobre Sherlock Holmes foram editadas numa colectânea chamada “O Arquivo Secreto de Sherlock Holmes”.

Morte

Tendo sido diagnosticado com angina, Doyle obstinadamente ignorou os avisos do seu médico e, no outono de 1929, embarcou numa viagem espiritual pelos Países Baixos.

Voltou para casa com acentuadas dores no peito e ficou acamado.

Arthur Conan Doyle levantou-se a última vez em 7 de julho de 1930, quando entrou em colapso e morreu no seu jardim, apertando uma mão contra o coração enquanto segurava uma flor com a outra.

Campa de Doyle

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