A Morte do Comendador

Haruki Murakami

“A Morte do Comendador”

Depois do êxito de  “Em Busca do Carneiro Selvagem” ou “Kafka à Beira-mar”, chega-nos um novo romance de Haruki Murakami:

No livro “A Morte do Comendador”, vamos conhecer a vida de um artista (um pintor) que, confrontado com a possibilidade de o seu matrimónio ter acabado, muda para uma pequena região de Tóquio onde habitará isolado.

A Morte do Comendador
A Morte do Comendador (Volume I)

Na sua nova casa encontra um quadro bastante insólito que leva a uma sequência de acontecimentos estranhos e incompreensíveis e que, no fundo, irão servir de fio condutor para toda a narrativa.

A tela, de nome “A Morte do Comendador”, e que encaminha o leitor para a famosa ópera Don Giovanni, de Amadeus Mozart, serve de justificação para que a personagem procure encontrar um sentido para a sua vida através de metáforas.

Mas “A Morte do Comendador” prima por analisar duas realidades muito distintas e afastadas umas das outras, se por um lado é contada a vida de um artista que vai concordando com o fim do seu matrimónio e a falecimento da irmã, por outro há um universo absurdo e fantástico caracteristicamente criado por Haruki Murakami nas suas obras.

É que, a meio da narrativa, a figura principal começa a escutar uma sineta a tocar no meio da mata, da província de Tóquio que, quando encarada, faz nascer um vilão descomunal que protagonizou um dos seus quadros.

Ninguém sabe o que indica ou se é pelo menos real, mas pode muito bem ser a chave para compreender a vida da personagem que orientou todo o seu caminho por quadros e pinturas abstratas.

Apesar do tom notoriamente surrealista desta obra, não demorou muito até que o livro estivesse rodeado de controvérsia.

A Morte do Comendador
A Morte do Comendador (Volume II)

Publicado na China em 2017, foi considerado impróprio pelo Tribunal dos Artigos Obscenos de Hong Kong, depois de vários indivíduos se terem sentido importunados com as cenas de sexo que eram narradas na história.

Como efeito, o livro, “A Morte do Comendador”, passou a ser distribuído neste país embalado em novas capas com avisos legais na frente e no verso acerca do recheio imoral que continha.

Além de não poder ser comercializado em lojas, ou requerido nas bibliotecas por menores de 18 anos, as crianças também não podem ser encontradas a analisar o livro nas prateleiras sob pena de multa.

Esta determinação provocou muita controvérsia e foi posta a circular uma petição, que conseguiu angariar cerca de 1 800 assinaturas em poucas horas, com o objetivo de reverter a resolução — embora sem qualquer êxito.

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